Segundo Marx, a religião é eminentemente ideologia, é uma justificação e uma forma de consolação, e a crítica da religião é o pressuposto de toda a crítica, isto é, a crítica da religião enquanto ideologia leva para além da religião, desvenda as mediações existentes entre o Estado, as classes dominantes e forma de organização social existente. Portanto, a religião seria uma espécie de véu que encobriria a real configuração das coisas e a crítica religiosa a arma responsável pela retirada deste véu, possibilitando assim, que o homem reconheça que não existe outra realidade a não ser aquela que ele mesmo constrói cotidianamente, por meio de seu atos e que não há nenhum ser "acocorado fora do mundo" regendo seus passos e decisões.
"A crítica colheu nas cadeias as flores imaginárias, não para que o homem suporte as cadeias sem capricho e consolação, mas para que lance fora as cadeias e colha a flor viva. A crítica da religião liberta o homem da ilusão, de modo que pense, atue e configure a sua realidade como homem que perdeu as ilusões e reconquistou a razão, a fim de que ele gire em torno si mesmo e, assim, à volta do seu verdadeiro sol. A religião é apenas o sol ilusório que gira à volta do homem enquanto ele não circula em torno de si próprio." (Marx,1989)
http://www.cchla.ufpb.br/caos/00-alvescamargo.html
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Não sou nada religioso, e de fato, em meus escritos e pesquisas a religião, assim como qualquer outro regime de verdade são os alvos que mais gosto de contundir.
ResponderExcluirDe todo modo, o próprio fetiche pela razão que surgiu como forma de emancipação frente as verdades divinas (como já até falei na aula), tornou-se também outro regime de verdade e rigor, onde nada que não for cientifico pode ser considerado conhecimento. A ciência ganha ares de regulação, ou seja de religião. Trocamos um véu pelo outro...
De todo modo estamos aqui conversando sobre isso, ou seja, o véu não alcançou e não poderá jamais alcançar um poder supremo, fora do alcance de nossas críticas...
acho! rs
Há historicamente uma necessidade do homem em tentar se entender, saber de suas origens, quando tudo começou. Na falta da ciência,por ainda não ter conhecimentos suficientes, recorreu ao misticismo e às crenças, mas ainda angustiado e sem respostas, buscou na razão suas justificativas e, acumulando conhecimentos embalado por essa sede de questionamentos, fez da ciência sua nova religião, e nisso concordo com o Guga. Mas, deparando-se agora com inúmeras incertezas deixadas pelo caminho científico, surge uma nova questão: não estaria Jesus com a verdadeira resposta dessa discussão?...
ResponderExcluirCalma, turminha!! É pra pensar...
Beijão.